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Mostrando postagens de junho, 2024

Eu tava doido quando dei o titulo pra essa da primeira vez.

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Aquele poema sobre se perder na floresta e lembrar que a floresta não está perdida.

 Acho difícil falar das coisas sem contexto e alguns contextos ainda tenho muita vergonha de explicar. Mas a verdade é que sou bastante inseguro com os meus próprios sentimentos. Imagina aqui um pouco daquela ladaia do falso eu do Winnicott e da relação de crianças com experiências traumáticas. Ontem contei pro meu pai que eu não consigo me lembrar de um tempo onde eu vivia sem medo e vergonha de ser eu mesmo e falar o que penso e sinto na frente das pessoas que são importantes pra mim. Fico feliz com o fato de que quando eu contei pro meu pai que estava sendo insuportável pra mim conversar com ele ele escolheu procurar uma analista e se esforçar pra que as coisas melhorassem. Agora a gente mora juntos de novo e tem sido bom.  É a primeira vez em uns dez anos que eu não tô precisando me sacrificar no altar da sobrevivência e tendo tempo pra tentar descobrir quem eu sou, do que eu gosto, o que eu quero e como unir todas essas coisas. A maior parte dos planos pra esse ano deram ...

Minha tia me disse que eu sou um sábio.

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Com uma frequência maior do que eu gostaria eu sinto que as vezes eu não faço sentido algum e que talvez nada mais faça. A realidade é uma sequência de eventos ilógicos e entendê-los é muito mais uma questão de escolha do que qualquer outra coisa. Talvez eu nunca mais fale em lógica e passe a dizer o que quero apenas em poesia. Morte aos cientistas! Morte à economia! Morte à justiça e ao sentido! Morte a tudo que não seja o que eu desejo, o que eu quero, o que eu imagino e o que eu escolho! E digo isso com a licença poética que me permite dizer isso e ao mesmo tempo dizer que o que eu quis dizer era outra coisa. Cada vez mais tenho me afastado da procura pela verdade e aceitado que a realidade é outra coisa. Minhas fantasias morreram afogadas e o que resta sou só eu, pelado fora do poço onde roubaram minhas vestes. Agradeço a ladra e saio sem me esconder.