Com uma frequência maior do que eu gostaria eu sinto que as vezes eu não faço sentido algum e que talvez nada mais faça. A realidade é uma sequência de eventos ilógicos e entendê-los é muito mais uma questão de escolha do que qualquer outra coisa. Talvez eu nunca mais fale em lógica e passe a dizer o que quero apenas em poesia. Morte aos cientistas! Morte à economia! Morte à justiça e ao sentido! Morte a tudo que não seja o que eu desejo, o que eu quero, o que eu imagino e o que eu escolho! E digo isso com a licença poética que me permite dizer isso e ao mesmo tempo dizer que o que eu quis dizer era outra coisa. Cada vez mais tenho me afastado da procura pela verdade e aceitado que a realidade é outra coisa. Minhas fantasias morreram afogadas e o que resta sou só eu, pelado fora do poço onde roubaram minhas vestes. Agradeço a ladra e saio sem me esconder.